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Farmácias Clínicas: Como desenvolvê-las?

Anvisa regulamenta a aplicação de vacinas em farmácias e drogarias e reforça o verdadeiro e importante papel do farmacêutico para a saúde da população

 

Desde 2014, algumas farmácias brasileiras têm passado por uma mudança marcante. Tudo começou com a publicação da Lei 13.021, que estabeleceu um novo marco para a saúde, definindo esses canais como estabelecimentos destinados a prestar assistência farmacêutica e orientação em saúde.

Saiba como desenvolver a farmácia clínica:

DOCUMENTAÇÃO1: segundo o artigo 61, §3º e §4º, da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 44/09, para que os serviços farmacêuticos sejam vistos como regulares, necessitam-se de alvarás de funcionamento e da vigilância sanitária.

Para inclusão de consultório em um estabelecimento já em funcionamento, é necessário atualizar a documentação já existente. Vale lembrar que, desde 15 de junho de 2017, o consultório farmacêutico passou a ter uma Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) e o número é 8.650-0/99.

INFRAESTRUTURA1: prioriza-se uma sala bem localizada, com letreiros atrativos e explicativos, e recepção contendo cadeiras.

Internamente, o espaço deve ser munido de mesa; computador/notebook; maca; lavatório, contendo água corrente; toalhas de uso individual e descartáveis; sabonete líquido; gel bactericida; lixeira com pedal e tampa.

METRAGENS2: devido a não regulamentação, o tamanho varia bastante, passando entre 6 m a 60 m.

EQUIPAMENTOS1: termômetro; estetoscópio; esfigmomanômetro; glicosímetro e fitas; organizadores de medicamentos; perfurador de lóbulo auricular; seringas e agulhas; e refrigerador para armazenar adequadamente as vacinas.

SERVIÇOS QUE PODEM SER OFERECIDOS1: educação em saúde; rastreamento em saúde; manejo de problemas de saúde autolimitados; dispensação; revisão da farmacoterapia; conciliação dos medicamentos; acompanhamento farmacoterapêutico; e gestão em saúde.

PROCEDIMENTOS QUE PODEM SER REALIZADOS1: verificação de parâmetros clínicos fisiológicos e bioquímicos; realização de pequenos curativos; organização e administração de medicamentos; perfuração do lóbulo auricular para colocação de brincos; e transfixação dérmica de adereços.

CADASTRO DO PACIENTE2: o ideal é que o cadastro seja feito por meio de um software, pois isto reduzirá a burocracia, tornando a consulta mais produtiva para o paciente e para o farmacêutico.

As informações primordiais são: nome; idade; peso; altura; relato do paciente; queixa; histórico; orientações do farmacêutico; conduta tomada; prescrição (quando necessário); encaminhamento para outros profissionais (quando necessário); parâmetros fisiológicos; data da consulta.

 

Fontes: 1. Farmacêutica com habilitação em indústria, especialista em gestão farmacêutica, Atenção Farmacêutica e farmacoterapia clínica e professora adjunta da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Camila de Albuquerque Montenegro; 2. Especialista em Treinamento & Desenvolvimento e diretor do Instituto Pedro Dias – Consultoria Empresarial e Coaching, Pedro Dias

 

Fonte: Guia da Farmácia

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